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Short Stay: o que é, como funciona e seu impacto no mercado

Short Stay: o que é, como funciona e seu impacto no mercado

Você provavelmente já ouviu falar em aluguel por temporada, em plataformas digitais ou em apartamentos mobiliados para estadias curtas. O “short stay” vai além: é uma modalidade de locação residencial de curta ou média duração geralmente dias ou semanas, em vez de meses ou anos que está ganhando força no mercado imobiliário.
Trata-se de uma alternativa que reúne características de hotelaria, moradia flexível e investimento imobiliário. Neste artigo, vamos destrinchar o que é, como funciona, quais são as vantagens em comparação ao aluguel convencional, e por que investidores devem considerar esse modelo como parte de sua carteira.

1. O que é Short Stay?

O short stay literalmente “estadias curtas” refere-se à locação de imóveis mobiliados ou parcialmente mobiliados por prazos reduzidos. Conforme artigo especializado:

  • É a locação típica “por prazo não superior a 90 dias”, quando vista sob a luz da legislação de temporada.
  • Vai além do tradicional “aluguel anual”: a locação é orientada à rotatividade, flexibilidade, público transitório (turistas, executivos, nômades digitais) ou usuários que precisam de moradia intermediária.
  • O imóvel é ofertado como acomodação de curta duração, muitas vezes via plataformas digitais (como Airbnb ou similares) ou por meio de operações profissionalizadas de gestão.

Em resumo: você como proprietário pode oferecer seu imóvel para uso de pessoas por períodos curtos dias ou semanas numa estrutura que combina moradia + hospedagem + flexibilidade.

2. Como funciona o modelo na prática

Vamos olhar as principais etapas e componentes para que o short stay funcione bem como investimento.

Preparação do imóvel

  • O imóvel ideal para short stay costuma estar mobiliado ou equipado (cama, cozinha ou “kitchenette”, internet, limpeza entre hóspedes).
  • Localização estratégica é diferencial: proximidade de centros, transporte, serviços, eventos ou turismo corporativo.
  • Gerenciamento ativo: check-in/check-out rápidos, manutenção constante, limpeza entre hóspedes.
  • Precificação dinâmica: ajustar a diária conforme demanda, eventos, sazonalidade. Exemplos mostram que em cidades com eventos ou turismo corporativo a ocupação e o faturamento podem subir significativamente.

Operação / Gestão

  • Pode ser feita pelo próprio investidor ou por gestor especializado (gestão de hóspedes, administração, manutenção). Vantagem: reduz seu envolvimento direto.
  • Uso de plataformas digitais facilita divulgação, reservas, pagamento e avaliação.
  • Contrato e regras: mesmo sendo curta duração, precisa observar a legislação, regulamentos de condomínio, obrigações fiscais.

Retorno e métricas

  • A taxa de ocupação, a diária média e os custos operacionais são determinantes para o resultado financeiro. Em localidades bem-posicionadas, o retorno mensal via short stay pode superar o aluguel tradicional.
  • Alta rotatividade significa mais entradas de receita, mas também maior exigência de manutenção, gestão e atenção aos detalhes.

3. Vantagens em relação ao aluguel convencional

Para o investidor, o short stay pode oferecer vantagens destacadas quando comparado ao aluguel tradicional (contrato de 12 meses ou mais). Vamos ver os principais diferenciais:

  • Maior rentabilidade potencial: Como você pode cobrar por diária ou semana, a receita pode superar a do aluguel mensal fixo, especialmente em regiões com demanda por estadias curtas ou eventos. Por exemplo, em alguns mercados, apartamentos compactos voltados para short stay chegaram a retorno mensal acima de 1% do valor do imóvel.
  • Flexibilidade no uso: O imóvel não precisa ficar preso em contrato de longo prazo. Isso permite usar o imóvel pessoalmente em determinados períodos ou adaptá-lo a diferentes públicos.
  • Diversificação do público-alvo: Em vez de depender de um único locatário por 12 meses, você atrai turistas, profissionais em viagem, estudantes, pessoas em transição etc., o que reduz risco de inadimplência alta.
  • Alta ocupação em mercados estratégicos: Em localidades com turismo, eventos, viagens corporativas, nômades digitais, o short stay pode garantir taxas de ocupação elevadas e menor vacância.
  • Valorização do imóvel: Imóveis bem localizados e operados no modelo short stay tendem a ter valorização acelerada, pois incorporam infraestrutura atraente, mobiliário moderno e localização estratégica.
  • Operação profissional-escala: Com gestores especializados ou plataformas de administração de imóveis para short stay, o investidor pode delegar a gestão e manter foco no portfólio. Isso já é realidade em várias cidades brasileiras.

Em contrapartida, é necessário: atenção aos custos operacionais (limpeza, manutenção, mobiliário), gestão de reservas e sazonalidade, além de conformidade legal e condominial. Mas se bem planejado, os ganhos compensam.

4. Impacto no mercado imobiliário e oportunidades para investidores

O modelo short stay está provocando mudanças relevantes no mercado imobiliário brasileiro e isso traz oportunidades que você, como corretora/investidora, pode aproveitar.

  • A expansão desse modelo faz com que lançamentos imobiliários já considerem a finalidade short stay ou apartamento pequeno/mobiliado como produto-investimento.
  • Em várias capitais e cidades de interior, observou-se aumento expressivo da demanda por imóveis compactos (studios, 1 quarto) voltados à locação de curta duração.
  • O perfil de demanda se diversifica: não apenas turistas de lazer, mas também executivos, pessoas em viagem de trabalho, nômades digitais, profissionais de curta estadia o que reduz a dependência da alta temporada.
  • O impacto no mercado convencional de locação também é visível: a oferta de imóveis de curta duração reduz disponibilidade para aluguel tradicional, o que pode pressionar aluguéis de médio-longo prazo e criar oportunidade para quem atua com short stay.

5. Como avaliar se um imóvel é adequado para short stay

Para investir com segurança, avalie os seguintes critérios:

  1. Localização – Prefira regiões com boa infraestrutura, acesso fácil, serviços próximos, transporte, eventos ou turismo corporativo.
  2. Perfil do imóvel – Imóveis compactos, bem localizados, mobiliados ou com possibilidade de mobiliar facilmente. Studios ou 1 quarto frequentemente têm melhor performance.
  3. Demanda local – Verifique se há demanda por estadias curtas ou médias na cidade ou bairro (turismo, trabalho, universidades, eventos).
  4. Custos operacionais – Calcule mobiliário, limpeza, manutenção, taxas, impostos, condomínio. Verifique se a receita estimada cobre estes custos e gera margem.
  5. Normas condominiais e municipais – Verifique se a convenção do condomínio permite locação de curta duração ou se há restrições; verifique regulamentação municipal.
  6. Gestão ou operação – Decida se você fará a operação ou contratará gestor. A terceirização pode facilitar, mas tem custo.
  7. Precificação e ocupação realista – Use dados de mercado para estimar diária média, taxa de ocupação, sazonalidade. Cenários mais cautelosos devem ser testados (ex: ocupação de 50-60%).
  8. Liquidez e diversificação – Mesmo que o imóvel tenha boa performance, avalie como ele se encaixa em seu portfólio de investimentos, em termos de risco, diversificação e liquidez.

A modalidade short stay surge como uma alternativa estratégica para investidores que querem mais do que apenas alugar por 12 meses. Quando bem executada, permite:

  • Receber rendimentos mais elevados,
  • Flexibilidade no uso e gestão do imóvel,
  • Participar de segmentos de demanda crescente (turismo, negócios, nômades),
  • Valorizar o patrimônio mais rapidamente,
  • Diversificar o portfólio.

Claro: não é “fácil demais”. É preciso preparo, gestão, escolha acertada do imóvel e atenção aos riscos operacionais e regulatórios. Se você tem interesse em invetir nessa modalidade em Mogi das Cruzes e Alto Tiete clique no icone do whatsapp e fale comigo vou te indicar imóveis próprios para essa modalidade para que você alcance o retorno de investimento desejado.

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