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Ecopontos de Mogi das Cruzes: o que pode e o que não pode

Sofá velho, sobra de reforma, galhos da poda do quintal: para onde vai tudo isso? Se a resposta ainda é “a calçada da esquina”, você está contribuindo para entupir bueiros e alimentar enchentes. Em Mogi das Cruzes, existe um destino certo e gratuito: os ecopontos. Depois de semanas de sobrecarga, a Prefeitura reorganizou as unidades, que já funcionam com capacidade total. Veja o que mudou, o que você pode levar e o que será feito a seguir.

O que aconteceu: chuvas, alta demanda e uma operação especial

Segundo a Secretaria Municipal do Clima e Meio Ambiente, o volume recebido nas últimas semanas superou a média habitual por causa das chuvas intensas. O acúmulo se concentrou em resíduos de construção civil, restos de poda de árvores e madeiras. Para dar conta, houve uma limpeza completa e uma reorganização dos espaços, o que levou à interrupção pontual no recebimento de materiais de grande porte. As unidades não chegaram a fechar em nenhum momento. Agora, o fluxo está normalizado, e o próximo passo será a reforma dos ecopontos.

Onde ficam e quando funcionam

Atualmente são quatro unidades: Jardim Armênia, Parque Olímpico, Jundiapeba e Cezar de Souza. Funcionam de segunda a sábado, das 8h às 18h.

Vale uma observação: material institucional mais antigo da Prefeitura falava em funcionamento todos os dias. Os dias e horários atuais são os informados na comunicação mais recente, mas confirme nos canais oficiais antes de ir.

O que pode ser levado ao ecoponto

  • Recicláveis: papel, papelão, plástico, vidro, metal, óleo de cozinha, gesso e isopor;
  • Eletroeletrônicos e eletrodomésticos;
  • Madeiras e móveis desmontados;
  • Resíduos de poda e jardinagem, em quantidades limitadas;
  • Pneus, até quatro por pessoa;
  • Resíduos de construção civil e demolição.

O que NÃO é aceito

  • Resíduos de empresas;
  • Lixo comum domiciliar;
  • Resíduos perigosos, como telhas de amianto e produtos químicos ou corrosivos;
  • Lâmpadas;
  • Roupas, tecidos, tapetes e cortinas.

Por que o descarte correto faz diferença

Os ecopontos existem para evitar o despejo irregular em calçadas, rios e terrenos baldios, o que ajuda a combater enchentes e a proliferação de doenças. Em períodos de chuva forte, o entulho jogado na rua é um dos primeiros vilões: ele obstrui galerias e córregos e agrava os alagamentos.

Uma história que vem de longe

A rede foi pensada como parte do programa Recicla+Mogi. Um documento da Prefeitura de 2018 mostrava três unidades (Jardim Armênia, Parque Olímpico e Jundiapeba) e previa a implantação de cinco novos ecopontos, com a região de Cezar de Souza na lista, na avenida Capitão Arcílio Rizzi. A rede atual, com quatro unidades, indica que a expansão ainda está em andamento. A Prefeitura também já promoveu ações pontuais, como a instalação de caçambas para recolher vidro e campanhas de coleta de eletroeletrônicos nos ecopontos.

Dicas práticas antes de ir

  • Separe o material por tipo para agilizar o descarte.
  • Evite horários de pico, como sábados pela manhã, principalmente após chuvas.
  • Respeite os limites: quatro pneus por pessoa e poda em quantidade limitada.
  • Não leve o que é proibido: lâmpadas, amianto e produtos químicos exigem outro caminho. Consulte a Secretaria do Clima e Meio Ambiente.

Faça a sua parte

Um ecoponto só funciona se a população usa. Antes de deixar entulho ou móveis na rua, lembre-se: o descarte certo está a poucos minutos de casa. Compartilhe este artigo com vizinhos e familiares e ajude Mogi a ficar mais limpa e segura nas próximas chuvas.

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