Se você mora na região de Jundiapeba ou precisa ir de Mogi das Cruzes a Suzano pelo lado oeste, provavelmente já sabe como é: uma ponte antiga, estreita, que limita o tráfego e obriga ônibus e caminhões a procurar outros caminhos. Essa história está mudando. As obras da nova ponte da Estrada da Volta Fria, sobre o rio Tietê, já começaram, e a expectativa é de que a estrutura destrave um dos gargalos mais antigos da cidade. Veja o que está sendo feito, quanto custa, qual é o prazo e o que muda para quem circula pela região.
O que a obra faz
A nova ponte completará os trabalhos de recuperação da Estrada da Volta Fria, que recebeu 11,66 km de pavimentação, com investimento de R$ 23 milhões do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). A estrada liga a Via Perimetral à avenida Guilherme Giorgi, em Jundiapeba, e tem acesso à Estrada do Furuyama, que conecta a região a Suzano.
Junto com a Avenida das Orquídeas e a SP-66, a Volta Fria forma um corredor viário que ajuda a desafogar o trânsito da região oeste de Mogi das Cruzes e favorece o desenvolvimento econômico.
Dados técnicos da nova ponte
- Extensão: 74 metros, com duas faixas de direção, seguindo as dimensões da estrada.
- Estrutura: nova estrutura em concreto e com pista dupla, adequada às dimensões da via.
- Rotatória: além da ponte, o projeto prevê uma rotatória de acesso à Estrada do Furuyama, que facilitará a ligação com Suzano.
- Demolição: o projeto inclui demolir a ponte atual, segundo o aviso de licitação.
Quanto custa e quanto tempo leva
O investimento do Estado é de R$ 21.092.575,51, com prazo de execução de 12 meses após o início das obras. A vencedora da licitação foi a empresa Souza Compec Engenharia e Construções Ltda. Como as obras começaram em 3 de setembro, a conclusão deve ficar em torno de setembro de 2027, se o cronograma for cumprido. Essa é uma estimativa a partir do prazo contratual, não uma data oficial de entrega.
Houve variação de valores ao longo do processo. O edital de licitação, anunciado em novembro de 2025, apontava obra estimada em R$ 28,3 milhões. O valor final contratado ficou em torno de R$ 21 milhões.
A linha do tempo: de projeto a obra
- 14 de julho (2023): a Prefeitura recebe o projeto geométrico funcional da nova ponte, elaborado pelo DER. A ponte não fazia parte da pavimentação porque não havia projeto na época.
- 2023: conclusão da pavimentação de 11,66 km da estrada, com investimento estadual de R$ 23 milhões.
- 16 de janeiro de 2025: o superintendente do DER, Sérgio Codelo, entrega à Prefeitura o projeto atualizado e aprovado da ponte e da rotatória.
- Março de 2025: a Prefeitura envia à Câmara o projeto de lei que autoriza o convênio com o Estado.
- 25 de novembro de 2025: assinatura do convênio. Em 28 de novembro, a prefeita anunciou que o DER abriu a concorrência pública.
- Janeiro de 2026: abertura das propostas da licitação.
- 4 de março de 2026: reunião com o DER e a empresa vencedora para definir cronograma e próximos passos.
- 3 de setembro de 2026: a prefeita Mara Bertaiolli e o vice-prefeito Téo Cusatis vistoriam o início das obras.
A fala da prefeita
Para Mara Bertaiolli, a nova ponte é “mais uma conquista da gestão” e uma antiga demanda da cidade, que trará mais segurança e melhorará a mobilidade de toda a região. A obra integra a programação de comemorações dos 466 anos de Mogi das Cruzes. A Prefeitura, por meio da Secretaria do Clima e Meio Ambiente, já emitiu a licença ambiental.
O que muda para quem circula
- Ônibus e caminhões: atualmente há restrições para ônibus e caminhões, situação que deve ser superada com a nova estrutura.
- Trajeto a Suzano: a Volta Fria deve se tornar uma das principais opções de acesso a Suzano.
- Segurança: a ponte nova substitui uma estrutura antiga e limitada.
- Pedestres e ciclistas: reportagens citam benefício também a esse público. Os detalhes de calçada e ciclovia não foram divulgados.
Mais que uma ponte: o corredor oeste
A obra faz parte de uma estratégia de mobilidade. A Avenida das Orquídeas foi entregue em 2019 e a Volta Fria foi pavimentada em 2023, e a ponte fecha o conjunto. O resultado esperado é oferecer alternativas à Mogi-Dutra e a outras vias saturadas, distribuindo melhor o fluxo de veículos entre Jundiapeba, a Via Perimetral e Suzano.
Impactos durante a obra: o que ainda não foi divulgado
Como a ponte atual será demolida, é natural esperar interdições, desvios ou meia-pista em algum momento. Não encontrei, nas fontes consultadas, o plano de tráfego durante a obra, o cronograma de demolição nem o percentual de execução. Motoristas devem acompanhar os avisos da Secretaria de Mobilidade e Trânsito e do DER e planejar rotas alternativas.
Por que a espera foi tão longa
Uma reportagem destaca que o início da obra acontece “após 40 anos de espera”. A Prefeitura chama a ponte de gargalo histórico. O caminho passou por projeto, convênio entre Estado e município, autorização da Câmara, licitação e licenciamento ambiental, etapas que costumam levar anos em obras que envolvem rio e órgãos de diferentes esferas.
Dicas para quem usa a região
- Acompanhe os canais oficiais para saber de interdições;
- Evite horários de pico nos trechos próximos à obra;
- Cuidado com a sinalização e a velocidade reduzida nas proximidades;
- Avise quem trabalha com transporte de cargas e escolar, que pode ser afetado.
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Uma ponte nova pode mudar a rotina de milhares de pessoas. Compartilhe este artigo com moradores de Jundiapeba, motoristas e trabalhadores que usam a Volta Fria e acompanhe as próximas atualizações da obra.
